ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de artistas famosos. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades de nossa história.  Os cemitérios, em várias partes do mundo, abrigam uma infinidade de esculturas e obras arquitetônicas, que sem sombras de dúvidas, representam um museu a céu aberto, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, s0frimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério , a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida e sim admirada.
MEMENTO, HOMO, QUÍA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS.

“Lembra-te, ó homem, de que és pó e ao pó has de voltar.”

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quinta-feira, 7 de junho de 2012

BRONZE USADO NAS ESCULTURAS




Bronze - (do persa biringcobre) é o nome com o qual se denomina toda uma série de ligas metálicasque tem como base o cobre e o estanho e proporções variáveis de outros elementos como zincoalumínioantimônioníquelfósforochumbo entre outros com o objetivo de obter características superiores a do cobre. O estanho tem a característica de aumentar a resistência mecânica e a dureza do cobre sem alterar a sua ductibilidade.
O processo de fabricação consiste em misturar um mineral de cobre (calcopiritamalaquita ou outro) com o estanho (cassiterita) em um alto-forno alimentado com carbono (carvão vegetal ou coque). Oanidrido carbônico reduz os minerais a metais, o cobre e estanho se fundem e se ligam a percentual de estanho de 2 a 11%

domingo, 26 de abril de 2009

TUMULO DA FAMILIA DO CRIME DO CASTELINHO DA RUA APA


ARTE TUMULAR
Base tumular em mármore branco retangular em dois níveis, sendo o último angulado onde está gravado em relevo o nome da família. Sobre essa base, uma escrultura, também em mármore branco de uma figura feminina com as vestes em forma de túnica, ajoelhada e com as mãos juntas como se fizesse uma prece, aos pés de uma cruz.
Foto: Simone (Picasaweb)
Descrição tumular: HRubiales


PERSONAGENS
Família REIS

HISTÓRIA DO CRIME DO CASTELINHO DA RUA APA

O CASTELINHO
A casa foi construída entre 1912 e 1917, por um arquiteto francês, trazido diretamente de Paris, para executar a réplica de um castelo medieval francês, com seus vitrais pintados por renomados pintores da época e seus tapetes todos indianos.
Uma escadaria de mármore importado subia para o primeiro andar da mansão.
Pelas características de sua construção, tornou-se imediatamente conhecida como o Castelinho da Rua Apa, situado no nº. 236, esquina com Avenida São João, bairro de Santa Cecília, em São Paulo.
AS VÍTIMAS
Ali morava, Três membros de uma das mais abastadas e tradicionais aristocráticas família paulistana. Dona Maria Cândida Guimarães Reis, de 73 anos – Dona Candinha - dedicada à prática religiosa e viúva há dois meses do médico Vicente César dos Reis e seus dois filhos: Armando César dos Reis, um tipo bastante discreto e pacato, de 43 anos e Álvaro Reis desportista, de 45 anos, sempre cercado de belas mulheres, playboy excêntrico, arrojado e boêmio, com manias de patinar pela Avenida São João inteira e de fazer malabarismos em cima de uma motocicleta, a primeira que apareceu na Paulicéia, além de viver se exibindo para as mulheres da alta sociedade local.
Apesar de ambos haverem se formado advogados no mesmo dia pela Faculdade de Direito do Largo São Francisco, eram tipos completamente diferentes como normalmente acontece com irmãos
O CRIME
No dia 12 de maio de 1937, os três foram encontrados mortos a tiros por uma empregada que morava numa casa anexa ao castelinho e foi atraída para o imóvel principal pelo barulho dos disparos. Uma pistola automática Parabellum, calibre 9 milímetros, foi encontrada ao lado dos corpos dos dois irmãos. Até hoje, passados 72 anos, o caso, que ficou conhecido como "O Crime do Castelinho da Rua Apa", permanece misterioso. Teria sido um duplo homicídio seguido de suicídio ou um triplo homicídio? A Polícia Técnica e os legistas do Serviço Médico-Legal de São Paulo apresentaram laudos contraditórios sobre a autoria dos crimes. A Polícia Técnica apontou Álvaro Cézar dos Reis, o filho mais velho de "dona Candinha" como o autor dos crimes. Segundo os peritos, Álvaro teria assassinado a mãe e o irmão Armando Reis e depois se suicidado com dois tiros no coração. Os médicos-legistas disseram o contrário: o autor seria Armando Reis, o filho mais novo de "Dona Candinha". Ele é que teria assassinado a mãe, o irmão e depois se matado. Para comprovar, afirmaram ter encontrado resíduo de pólvora na mão dele, indicando que Armando manuseou a arma. A polícia encampou a interpretação dos peritos. Dois dias depois do encontro dos corpos, os policiais afirmaram que o caso estava esclarecido e que Álvaro Reis era o autor dos crimes.
O MOTIVO
Álvaro era considerado meio irresponsável, e aventureiro e estaria tentando construir um rinque de patinação em São Paulo, numa área onde funcionava o Cine Teatro Broadway, pertencente a eles, na Avenida São João, 566 - em frente ao Cine Ritz . Armando seria contra o empreendimento que poderia trazer prejuízos para os bens da família. Por isso os dois irmãos viviam discutindo, inclusive publicamente. Esse é o motivo alegado pela polícia.
Fonte:redeglobo.globo.com/linhadireta
Formatação e pesquisa: HRubiales

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

O MISTÉRIO DA MENINA ITALIANA ROSALIA do

MENINA CADAVER
Isso não é uma escultura. É um cadáver mesmo. Trata-se do corpo de Rosalia Lombardo, uma menina de dois anos de idade que morreu de pneumonia na Itália em 1920. Rosalia Lombardo é a mais famosa múmia descoberta numa catacumba de um monastério Siciliano em Palermo. Os monges apelidaram o corpo de “beleza adormecida”.

MUMIAS DAS CATACUMBAS
Até recentemente era um mistério o porque de Rosalia Lombardo não entrar em decomposição como os demais corpos das catacumbas vizinhas. A menina permanece do mesmo modo que foi armazenada num caixão com tampa de vidro desde o dia de sua morte. Por muitos e muitos anos, a fórmula de preservação usada para manter o corpo da menina permaneceu um mistério.
ESPECIALISTAS EXAMINANDO
Só recentemente uma equipe de especialistas da National Geographic Magazine teve acesso ao corpo e usando métodos científicos conseguiu determinar a formulação desenvolvida por Alfredo Salafia, um taxidermista que preparou o corpo da menina para que nunca perdesse sua beleza.
Descobriu-se que o preparador do corpo havia injetado na menina uma mistura de formol, sais de zinco, álcool e acredite se quiser: ASPIRINA, além de glicerina.
Aparentemente foram os sais de zinco que a mantiveram bem preservada, e adicionalmente petrificaram seu corpo como uma estátua de carne e ossos.

sábado, 29 de novembro de 2008

HISTÓRIA DOS PRIMEIROS CEMITÉRIOS


No primeiro século da era cristã, os seguidores do cristianismo não tinham cemitérios próprios para enterrarem os seus mortos, para tanto, apelavam para os locais comuns, usado também pelos pagãos. Isso aconteceu com Pedro e Paulo, sepultados em "necrópoles" do grego vekpotoais= cidade dos mortos.
Nessa época (séc. II), por concessões e doações, os cristãos começaram a enterrar os seus mortos abaixo da terra. Início das famosas catacumbas, assim como as primeiras artes cristãs nas paredes das catacumbas.
Com o passar do tempo, com a conversão generalizada do império romano para o cristianismo, houve o tratado de Milão, dado pelos imperadores Constantino e Licínio em 313. Os cristãos não foram mais perseguidos e estavam livres para divulgarem a sua fé e enterrarem os seus mortos em cemitérios próprios.
Veja algumas fotos das catacumbas e pinturas em suas paredes, na apresensetação de slides.

terça-feira, 10 de junho de 2008

CEMITÉRIO PARA POBRES DA ROMA ANTIGA

MOEDAS COM A IMAGEM DO IMPERADOR TRAJANO


Arqueólogos encontram cemitério para pobres da Roma antiga
ROMA (Reuters) - Arqueólogos descobriram um cemitério de quase 2.000 anos de idade na periferia de Roma, um local que oferece um raro retrato da vida dos trabalhadores pobres da era romana.
O complexo funerário simples, que data do 1o ou do 2o século d.C., quando o Império Romano encontrava-se em seu auge, contém cerca de 320 tumbas com restos mortais bem preservados e artefatos como lamparinas e jóias colocados ali para acompanhar os mortos em sua vida no além.
Na segunda-feira, os arqueólogos descreveram como significativo o local porque oferece um painel das crenças e dos hábitos de um dos setores mais pobres da sociedade romana -- os trabalhadores ou escravos que provavelmente carregavam mercadorias em um porto próximo.
"O aspecto predominante aqui não é a recuperação de artefatos, mas a possibilidade de aprendermos sobre a vida cotidiana de uma pequena amostra dos cidadãos dos níveis mais baixos da sociedade durante o Império Romano", afirmou Angelo Bottini, arqueólogo-chefe de Roma.
"Isso fornece um retrato bastante concreto sobre como as pessoas viveram e sobre suas crenças religiosas", disse Bottini em uma entrevista coletiva realizada para anunciar a descoberta.
Os restos mortais encontrados pertenciam em sua grande maioria a indivíduos do sexo masculino e apresentavam as marcas de uma atividade laboral extenuante e realizada em um ambiente úmido, o que sugeria se tratar de empregados de um porto.
Algumas das tumbas também continham os restos mortais de crianças que usavam ou seguravam colares, supostamente para afastar maus espíritos.
Anéis de bronze, brincos de ouro e um impressionante colar feito com pequenas imagens e pedaços de âmbar contavam-se entre os ornamentos descobertos nas tumbas de crianças, disseram os arqueólogos.
Um dos achados mais impressionantes eram os restos mortais de um homem adulto com uma rara doença congênita que o impossibilitava de abrir a boca -- significando que não poderia ter se alimentado sem a ajuda de outros.
"Antigamente, as pessoas não tinham uma atitude positiva em relação às anormalidades. E tendiam a vê-las de forma muito negativa", disse Bottini. "No entanto, aqui temos uma situação que é totalmente oposta a um comportamento do tipo -- uma pessoa que apresenta um problema grave, mas que teve a ajuda de outros, conseguindo sobreviver."
Os arqueólogos começaram a pesquisar a área perto do aeroporto Fiumicino, em Roma, mais de um ano atrás, depois de terem sido avisados pela polícia sobre a realização de escavações ilegais ali.